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Vento Gelado


Em Alderion, dois humanos podem ser tão diferentes quanto cães e gatos. Um guerreiro de Karrnath não se parece em nada com um soldado de Argos, e um elfo guerreiro de Turan jamais seria confundido com um elfo mercenário de Cyre.

A região de origem do personagem vai influenciar todo seu estilo, seus objetivos e pensamentos. Por isso, ao montar seu histórico, tenha como base o estilo do lugar onde seu personagem cresceu, com quem ele se envolveu e como isso mudou seu caráter.

Crie um histórico que detalhe seu personagem aos demais visitantes, mostrando o quão interessante é sua criação. Torne-se um exemplo a ser seguido, e inspire os outros a fazer o mesmo!

Corrash, o Bárbaro

O enorme bugbear se aproximou, e Corrash lutava para não vomitar com o hálito horrendo do monstro. "Onde estão suas ameças agora pequenino? Cadê sua valentia e seus gritos de batalha?"

O halfling bárbaro forçou as cordas que o prendiam, mas elas estavam fortemente presas, amarrando o bárbaro na coluna de pedra. O bugbear então puxou a adaga de seu cinturão. "Você não devia ter se metido nos negócios do Lorde Bandido" Disse o bugbear, enquanto fazia um forte profundo na testa do halfling.
"E você devia ter pensado em se preocupar com meu companheiro de batalha." Corrash sorriu friamente, ignorando o sangue que escorria pela sua face. O halfling fez então um som que era parte rosnado, parte assobio, e um rugido grave emergiu das sombras, bem atrás do bugbear.

"Um dinossauro?" O bugbear perguntou, engolindo em seco.

"Meu dinossauro" Corrash respondeu, enquanto a carnificina começava...

Histórico:

Um talentoso cavaleiro de Khitai, Corrash, o halfling bárbaro de 4º nível, trouxe seu modo de vida rústico para o centro da sociedade de Alderion. Depois que seu pai se desonrou ao fugir do campo de batalha contra tropas de Karrnath durante a Última Guerra, Corrash abandonou as Planícies de Khitai para recuperar a honra de sua família perante seu clã.

Hoje, ele cavalga seu dinossauro, seguindo a vida de aventureiro, ao lado de alguns companheiros que conhecera: uma meia-elfa clériga, um changeling ladrão e uma paladina humana.

Corrash e seus companheiros normalmente procuram as missões mais difíceis disponíveis. Ainda que tenham tido sucesso muitas vezes, tantas outras foram as vezes que tiveram de recuar e reformular seus planos. O halfling espera encontrar um patrono para seu grupo, assim poderá passar mais tempo se aventurando do que procurando serviços que paguem suas expedições.

Corrash mantém ligações com sua nação através das roupas que usa e das armas que empunha, mas sua maior lembrança das Planícies de Khitai é sua fiel montaria, o clawfoot Razoreye. Muitas vezes seu dinossauro atrai olhares desconfiados pelas cidades que passa, mas Corrash jamais o deixaria de lado por causa disso.

Quanto mais tempo Corrash passa longe de sua terra natal, menos tem vontade de voltar. Ele começou a apreciar os confortos e possibilidades disponíveis nas grandes cidades, e guardando a maior parte de sua selvageria para os inimigos que enfrenta.

Ariel, a Clériga

A meia elfa movia-se pelo corredor da torre silenciosa como uma brisa. Ela sabia que o Lorde Bandido não ficaria feliz de saber que seus planos haviam sido sabotados, entretanto, nem ela nem Corrash poderiam deixar os pobres refugiados a mercê dos bugbears.

Ela havia libertado os cyranos, acabado com os seis dos guardas do Lorde Bandido, e ainda levado consigo uma pequena fortuna em ouro dos cofres do execrável ogre. Ariel sorria, imaginando a expressão do ogre ao descobrir que tanto seu ouro quanto seus escravos haviam sumido.
 
Porém, nenhum dos dois aventureiros pode imaginar que o Lorde Bandido colocaria um preço por suas cabeças, nem que Corrash seria estúpido o suficiente para cair em uma das armadilhas deixadas pelos guardas bugbears.

Ariel parou, observando a escuridão a sua frente. "muita sombra para o meu gosto." A meia elfa pensou, puxando seu símbolo sagrado e invocando o poder dos deuses. "Zarr, sua clériga fiél clama por sua luz para banir esta escuridão" O símbolo sagrado então brilhou, forte como a luz do sol, e as alcovas à frente foram reveladas, bem como os kobolds, que estavam temporariamente cegos pela luz de Zarr.

"Por Tyr..." Ariel gritou enquanto puxava sua maça "...que a dança da morte comece!"

Histórico:

A meia-elfa clériga de 4º nível, devota do Panteão Soberano, Ariel é uma articulada e sofisticada cidadã de Karrnath. Experiente em diplomacia, e bem versada em história alderiana, Ariel odeia tudo relacionado à Última Guerra. Não que ela tenha algo contra uma luta honrada e necessária; ela apenas não tolera a idéia de uma guerra que começou por causa de orgulho e estupidez. A clériga se negou a fazer parte da guerra civil, e ao invés disso, refugiou-se na distante Wolfsburg, onde encontrou seu companheiro e grande amigo Corrash. A dupla viajou durante muito tempo por Alderion em busca de ação, até chegarem em Caerleon, onde juntaram forças com outrs dois aventureiros, que investigavam um problema pessoal, que parecia relacionado ao Sangue de vol, um culto que desperta muito interesse em Ariel.

Entre as divindades do Panteão Soberano, Ariel sente maior afinidade com Amender, e por isso, procura fazer seu melhor sempre. Porém, quando a raiva se apossa da meia elfa, ela luta como uma destemida guerreira, fazendo seus inimigos tombarem ante sua fúria.

Thiera, a Paladina

Thiera caminhava pela ponte celestial com determinação. Ela e Tad estavam próximos de descobrir a identidade do inimigo que havia destruído o seu monastério, e a paladina mal podia esperar para entregar a justiça divina da Chama Prateada.

Os Postes de Luz Contínua subtamente se apagaram, e a noite de Caerleon pareceu maior. Talvez não houvesse nada a temer, mas Thiera nunca ouvira falar deste tipo de falha naquele nível da cidade. Sem demora, sacou sua espada.

 
"Não há porque lutar conosco, paladina" a voz aguda ecoou da escuridão. "volte para seus superiores, Diga a eles que nós pegamos o que fomos ordenados a pegar, e nenhum mal acontecerá novamente a seus fiéis"

Thiera esforçava-se para enxergar algo na escuridão a sua frente. Ela podia ver alguns vultos, pequenos em tamanho, completamente cobertos, mas cujas pernas terminavam em cascos de animais. Certamente, não eram humanos. "Talvez vocês possam retornar comigo e falar isso vocês mesmos." Thiera respondeu, concentrando-se enquanto buscava seus poderes paladinicos de detectar o mal. Estranhamente, ela não sentiu maldade vindo das criaturas, porém, isto não fazia delas uma ameaça menor, sem mencionar a dor e destruição que causaram no monastério.

"Infelizmente" disse a voz na escuridão, "isto não será possível. Nós temos um trabalho a realizar, e nós preferimos não ter um paladino e um investigador em nossa trilha. Você ouviu meu aviso paladina, logo não me responsabilizo mais por sua segurança daqui em diante."

Thiera pareceu crescer ao ajeitar sua postura. Ela era claramente mais alta que qualquer uma das criaturas ali presentes. "A Chama Prateada me protege" ela respondeu.

"Você fala como uma verdadeira crente. Nós temos nossa própria crença garota, e é muito mais poderosa e antiga que sua tola e pequena fogueira."

Thiera apertou a empunhadura de sua espada enquanto sussurrava por entre os dentes "isto nós veremos hereges... isto nós veremos..."

Histórico:

Natural de Thrane, Thiera é uma paladina de 2º nível. Ela deixou sua casa tão logo assumiu a missão sagrada de paladina, aceitando o posto de guardiã de um pequeno monastério ao nordeste de Argos.

Durante todo o período da Última Guerra, nada havia colocado em risco o pequeno monastério. Quando Thiera chegou no lugar, seus dias eram repletos de meditação e paz, tal qual os dias dos monges que jurara proteger. A poucos meses, uma força desconhecida atacou e destruiu o monastério. Thiera ficou gravemente ferida em batalha, e a culpa de ter falhado a consumia por dentro.

como ato de penitência, ela agora viaja com um investigador changeling chamado Tad, em busca dos responsáveis pelo ataque. Segura em sua fé na Chama Prateada, a culpa de Thiera muitas vezes enfraquece sua confiança em suas habilidades. Enquanto ela assegura o poder e beneficiencia da Chama Prateada, ela secretamente questiona sua própria utilidade e propósito.

Tad, o ladrão

A oficial vestindo o uniforme da Guarda da Cidade cumprimentou o guarda à porta e entrou no apotecário.

Garrafas e urnas estavam espalhadas e quebradas por todo o lugar, e uma cadeira estava caída próxima de uma grande mesa. O corpo do proprietário havia sido removido, mas o investigador ainda conseguia observar as pistas do assassinato - o sangue seco, a caixa de dinheiro quebrada, as marcas de sangue no balcão.

 
A oficial retirou seu chapéu e chacoalhou a cabeça. A medida que se movia, sua pele se modificava, seu cabelo diminuiu de tamanho, e seus olhos mudaram de cor. A humano havia mudado para sua forma verdadeira, mostrando-se o changeling Tad. Ele era um investigador privativo, e sabia alguns truques para chegar até a cena do crime.

"Agora tenho que saber como o assassino entrou numa loja trancada." Ele disse a si mesmo, enquanto caminhava pelo lugar. Seus olhos procuravam por pistas que normalmente passariam desapercebidas. Isto tinha muito a ver com seus tempos de criminoso, algo que hoje o ajudava a destacar-se em tal profissão.

Ele notou algumas pequenas gotas de sangue que formavam um caminho até a parede de trás do estabelecimento. Uma trilha sutil se mostrava no chão de madeira. "Porta secreta" Tad sorriu "O segundo truque mais velho dos livros" Ele examinou a parede, encontrando a manivela secreta que abriria a passagem. "Trancado... provavelmente com armadilha também. Que surpresa..."

Longas e finas peças de metal brilharam na escuridão, encontrando os dedos ágeis do ladino. Primeiro, ele desconectou os cabos que ativariam a armadilha, para em seguida destrancar a passagem secreta. Um clique sutil ecoou com um movimento preciso de seu punho. "E o espetacular Tad consegue novamente" sussurou o changeling, guardando seu equipamento.

Porém, antes de conseguir abrir a passagem, uma voz ecoou da porta de entrada.

"TAD! Quantas vezes eu já lhe disse para não se intrometer numa investigação da Guarda da Cidade?" - gritou o o sargento Dolom.

"Mais vezes do que eu me importo em lembrar, sarg." O changeling retrucou. "mas nós dois sabemos que você aprecia a ajuda que eu ofereço. Agora, se me der licença, eu tenho um assassino para prender."

Rapidamente, o changeling atravessou a passagem antes que Dolom pudesse reagir, e seus gritos e ameaças rapidamente desapareceram a medida que Tad se movia cada vez mais a fundo na passagem a sua frente...

Histórico:

Tad, changeling de 4º nível ladrão, cresceu na parte baixa da cidade de Caerleon. Orfão, ele encontrou uma casa na Torre sombria, uma família criminosa de changelings que operava nas sombras da grande cidade. Ele progredia rápido em sua vida de crimes, monstrando-se um promissor ladino, até que a vida de Tad tomou outra direção, no dia que o então Comandante Dolom da Guarda da Cidade o prendera. Ele decidiu não enviar o garoto ao tribunal, ao invés disso, o manteve em uma cela vazia por alguns dias.

A medida que os dias passavam, Tad e o comandante discutiam sobre ética, lei, a cidade e outros assuntos. Dolom não impunha suas idéias a força, mas mantinha sim uma conversa aberta e sincera, até que o changeling começasse a reconsiderar seu papel na sociedade.

Quando um caso misterioso de assassinato surgiu na jurisdição de Dolom, Tad escutara o comandante e os guardas discutindo a situação. Uma noite, quando a torre da guarda estava quase vazia, Tad usou suas habilidades para escapar de sua cela (ela não era realmente própria para prender alguém com as suas capacidades). Deixando um bilhete para Dolom, ele explicara quem era o suspeito do assassinato (baseado nas conclusões que tirara da conversa que ouvira). Então ele saiu da guilda da Torre Sombria, seguindo agora o caminho de investigador particular.

Dolom hoje é sargento, e gosta de pegar pesado com o changeling, ainda que se orgulhe e muito da vida que ele construira, do lado certo da lei.