Alderion é um mundo de extremos. Graças à abundância de magia e seus efeitos sobre o meio ambiente, o mundo possui grandes belezas e também perigos terríveis. Os efeitos da Última Guerra ainda podem ser sentidos, mesmo tendo acontecido a séculos. Os reinos competiam em busca de soberania, e ainda hoje existem rivalidades em diversos aspectos. Mesmo com cada nação tendo sua soberania reconhecida, algumas ainda entram em atritos por causa de terras e poder político, mas nada a ponto de se tornar uma outra guerra. A não ser que algo muito ruim aconteça...
Enquanto isso, o restante da população vive como pode. O comércio entre nações ocorre com certa facilidade graças às empreitadas da Órien Mercantil, cuja abrangência toma quase todo o território Alderiano. Até mesmo em lugares que aventureiros experientes preferem evitar, é possível encontrar uma rota mercantil.
90% das estradas de Alderion são mantidas pela Casa Órien. São estradas de pedra batida e terra, que atravessam cidades, vilas e aldeias, com várias placas que auxiliam a localização em lugares afastados da civilização.
Cada reino possui suas peculiaridades, seus produtos mais importantes, seus atrativos, e em alguns casos, tem-se a impressão de estar em mundos diferentes. A região central de Alderion, onde estão Argos, Britunia, River Keep, Lotharion, Liverin e Kaarnath são as mais avançadas. Nas suas grandes metrópolis é possível encontrar praticamente tudo, e muitas pessoas passam suas vidas inteiras dentro de uma destas grandes cidades e não conseguem conhecer todos os seus encantos. Nas maior parte das outras áreas de Alderion, a situação é inversa. Seus habitantes são em sua maioria criaturas menos avançadas, com uma ligação maior com seus ancestrais e com a terra em que vivem. Tribos nômades, comunidades fechadas e raças mais selvagens não reconhecem a soberania dos demais reinos, mas enquanto estes forem deixados em paz para seguir com suas vidas, dificilmente existirão problemas.

Galifar era uma monarquia feudal, como a maioria das nações que vieram após seu rompimento. Junto com os fazendeiros, também surgiu a classe média dos trabalhadores braçais e dos donos de lojas, que se desenvolveram nas grandes cidades. Os Barões Mercantes que controlam as Casas da Marca do Dragão não estão aliados a nenhum dos reinos, o que os permite agir independentemente em todas as nações, ainda que em alguns lugares possa existir um certo favoritismo sutil.
As treze Casas da Marca do Dragão constituem uma aristocracia do comércio e da indústria em Alderion. Os membros das casas ligados a ela pelo sangue, possuem status social e riquezas suficientes para mante-los firmes entre a classe média alta da sociedade Alderiana. Os mais nobres da casa e seus parentes diretos ostentam os mais altos padrões sociais do reino, equiparando-se em poder à famílias reais e aos grandes cardeais do clero. Os filhos ligados apenas em partes à linhagem sanguínea principal também usufruem de status e poder reservado aos nobres, mas entre os membros da Casa, são considerados apenas de classe média.

Desde as comunidades rurais, até as grandes cidades, o povo de Alderion se enquadra em três categorias economicas: pobre, classe média e ricos. Obviamente, existem graus variados para cada categoria.
Seis entre dez alderianos são fazendeiros comuns, trabalhadores não especializados e pequenos mercadores, os quais se enquadram na classe econômica de pobreza, possuindo não mais que 40 ou 50 peças de prata em mãos, quando não possuem muito menos que isso.
Três entre dez alderianos fazem parte da classe média, incluindo trabalhadores especializados, grandes mercadores, donos de lojas, artistas talentosos, alguns pequenos nobres, aventureiros de nível baixo, e alguns membros menos afortunados das Casas da Marca do Dragão, possuindo cerca de uma centena de peças de ouro à disposição.
Um entre dez alderianos se enquadram na classe rica, e possuem acesso a algumas centenas de peças de ouro quando necessitam. Esta classe inclue donos de caravanas, barões do comércio, patriarcas e matriarcas das famílias das Casas da Marca do Dragão, os maiores e mais famosos artistas dos reinos, aventureiros de nível alto e membros da família real.

A língua mais difundida nos reinos é o Comum, servindo como base diplomatica em regiões onde a língua nativa é outra. Por isso, a educação formal é considerada um direito e também parte necessária de todo treinamento infantil. Comunidades rurais possuem pequenos centros de estudo para os filhos de fazendeiros e trabalhadores. Tutores particulares ampliam os horizontes das crianças mais ricas e afortunadas. Nas cidades, as escolas estão abertas a todos que desejam aprender. Educação não é necessariamente obrigatória, mas a população entende sua importância, e fazem o possível para que seus filhos não sofram mais tarde.
Educação avançada é possível nas universidades e institutos espalhados pelos reinos. Aos que não estão interessados em se tornarem professores, existem treinees e aprendizes aptos a lecionar. Exceto no caso de profissionais arcanos e magos, que precisam estudar com tutores especializados se desejam aprofundar seus conhecimentos. |