
A muito tempo, depois da construção do Bravado
Alderiano, a Casa Lyrandar começou a estudar uma forma
de utilizar o seu poder de modo mais efetivo. Anos de
estudo e experimento resultaram na primeira embarcação
aérea, que era capaz de voar pelo céu com o auxílio de
um poderoso elemental do fogo. Quando se constatou que a
embarcação era segura, teve início a construção de mais
Galeões Alados, dando início então à companhia Asas de
Lyrandar.
A idéia era dar forma ao
sonho dos meio-elfos de Lyrandar de conseguir voar. Os
Galeões Alados agora são grandes demonstrações de
status, e são usados principalmente por grandes nobres e
patriarcas das Casas da Marca de Dragão. Devido a sua
natureza, tais embarcações necessitam de docas
especiais, o que restringe muito a sua utilização pelos
reinos. Basicamente, apenas as grandes capitais possuem
docas preparadas para esse tipo de veículo, entretanto,
tal embarcação pode voar para qualquer lugar dentro de
sua capacidade diária. O único problema é como
desembarcar onde não existem docas.
Cada embarcação possui
anéis de segurança, que deve ser usado em caso de
emergência. Trata-se de um círculo de madeira, que é
capaz de fazer flutuar até quatro criaturas médias ou
duas grandes com segurança até o chão.
As Asas de Lyrandar
empregam capitães com a Marca do Dragão da Tempestade,
sendo estes os navegadores mais experientes existentes.
A Casa Lyrandar jamais vende uma embarcação que ela
possui, entretanto, se houver alguém com dinheiro
suficiente para cobrir o preço exorbitante da construção
de uma delas, é preciso se dirigir até Zilargo, e
negociar diretamente com os gnomos que construíram a
primeira embarcação. Por causa disso, a quantidade de
Corsários Celestes, os profissionais que agem por conta
própria cumprindo rotas particulares, é muito pequena.
Via de regra, os Galeões
costumam cumprir rotas fixas, partindo de uma capital
para outra, sem sair muito do curso. Ainda assim, é raro
de se ver um desses galeões voando, mas certamente é uma
visão difícil de ser esquecida. |